A Nossa Data de Validade

Acabou! Agora eu consigo dizer que acabou. E não é mais um simples texto que começa falando que tudo vai terminar, e termina comigo desistindo de terminar. Dessa vez vai acabar como começou: acabando!

Eu sei que acabou pois desde ontem não me vejo mais com você. Não nos vejo viajando juntos e nem discutindo sobre qual escola matricular os nossos filhos. Demorei pra aceitar isso, mas acho que a gente começou com uma data de validade já predeterminada. Uma vez me falaram que tudo na vida tem data de validade, e eu insisti em acreditar que o nosso amor não teria. Eu poderia, sim, ter a minha e você a sua, mas a da nossa relação, não! Tenho que admitir que fui teimosa o suficiente pra acreditar por tanto tempo nessa ilusão. Ainda dói. 




Sabe, eu ainda tenho vontade de criar uma fantasia e falar que tudo vai durar pra sempre, dizer que foi só um mal entendido e que eu não quis dizer o que eu disse. Ir correndo para o seu abraço e fingir que tudo vai ficar bem. Mas eu sei que não vai mais! 

As nossas peças deixaram de se encaixar. Se é que algum dia chegaram ao encaixe perfeito... Será que não foi só teimosia nossa tentando fazer algo incompatível dar certo?! Bom, isso eu já não sei. Mas não me arrependo. Eu te amei verdadeiramente e criei um futuro perfeito pra gente. Falando em futuro, preciso adicionar à lista de coisas pra fazer: "criar um novo futuro", e dessa vez sem você! De preferência sem homem nenhum... Se vier é bônus, mas cansei de ter que construir e desconstruir todas as vezes que algum relacionamento acaba. Bom, enfatizei já lá no inicio desse texto qual seria a conclusão e é isso que eu tenho pra te dizer: acabou - depois de muito tempo!

Resenha: Quando tinha cinco anos eu me matei (★★★★★)


Autor: Howard Buten
Editora: Rádio Londres
Nº de páginas: 185
Gênero: Drama



Por Isaac Duarte



Quando tinha cinco anos eu me matei é um livro de título bastante forte e talvez até intimidador, há de se reconhecer. Contudo, sua proposta é muito mais terna do que dá a entender quando apenas olhamos para sua capa. 

"E a Jessica começou a chorar. Ela chorou e chorou muito dentro do carro, toda encurvada para frente, e eu não sabia o que fazer. Então eu abri os braços, como o papai faz quando eu tenho pesadelo, e abracei a Jessica. Abri os braços, e ela veio se encostar em mim, na minha frente. Abracei a Jessica dentro do carro. Abracei bem apertado, enquanto os adultos olhavam pelas janelas em volta da gente."

Em primeiro lugar, é interessante nos atermos a alguns fatos: o livro foi escrito em 1980 e seu autor, Howard Buten, exercia as profissões de psicólogo, escritor e clown (palhaço, em inglês), sendo que de alguma forma, essas linhas profissionais o ajudaram a compreender muito bem o universo infantil, como também seus dramas e complicações. Dessa forma, Buten optou por utilizar o drama e escrever esse romance em primeira pessoa, da perspectiva da personagem principal: Burt Rembrandt, um menino de apenas 8 anos que apresenta traços de autismo (embora não vejamos no livro alguma citação direta à sua condição de autista, mas os sintomas falam por si). Vale citar o fato de que Buten conheceu um garoto autista quando ainda era jovem, o que o levou a seguir carreira como psicólogo e até a criar uma clínica de apoio a jovens autistas. Logo, com tudo isso, temos o palco montado para uma forte e efêmera narrativa que descreve com maestria a ótica de mundo de uma criança e sua perspectiva diferenciada. E o resultado disso é simplesmente fascinante!


Burt é um rapaz que descreve precisamente sua visão das coisas. Ele possui uma imaginação muito fértil e um senso de humor sarcástico mas também inocente ao mesmo tempo. As constantes observações infantis do garoto sobre coisas que as pessoas mais velhas já estão acostumadas geralmente rendem boas risadas, também:

"Tinha uma foto na mesa do doutor Nevele, de crianças, e tinha uma foto de Jesus Cristo que eu acho que é falsa, porque eles não tinham, câmera na época. Ele estava na cruz, e alguém havia pendurado uma placa em cima dele escrito INFO. Isso quer dizer que você pode pedir informações para ele."

O menino também é bastante inteligente, sendo campeão de disputas de soletração, por exemplo. Ele também devaneia com frequência, e quando o leitor menos espera, a imaginação do rapaz já tomou conta de uma cena que a princípio parecia muito realista:

"Tinha cortina nas janelas da Jessica. Eu fiquei meia hora olhando para as janelas. Eu sabia as horas porque estava com o meu relógio que ganhei de Hanucá e depois perdi. Enquanto eu estava olhando para a cortina da Jessica, abriu um buraco na calçada embaixo dos meus pés [...]. Era um buraco de trinta metros e tinha dinossauros e fogo lá embaixo. Eu pulei por cima e caí na grama do outro lado. Então olhei para o outro lado da rua e vi que a Jessica tinha me visto e falou: 'Puxa, que rapaz corajoso!'"

O sentimento que Burt nutre por Jessica é, de certa forma, o fio condutor da história. O garoto fez algo ruim e traumático para a menina (fato esse que é citado de maneira vaga até o fim do livro, para prender a atenção do leitor) e por isso foi mandado para um Centro de Internamento Infantil. A narrativa, portanto, acaba se dando de maneira não linear, sendo que Burt ora narra os eventos anteriores ao seu internamento (mais precisamente pouco antes de conhecer Jessica), ora narra os eventos posteriores a este incidente, intercalando os dois diferentes momentos. Vemos como era sua vida e sua paixão pela menina antes de cometer seu "crime", e também vemos seus sentimentos de solidão e revolta muito mais potentes uma vez que ele está internado.


O livro tange as emoções infantis de um garoto que caminha às portas da puberdade, não sabe expressar com destreza seus sentimentos e é, de fato, um pouco mimado e irritadiço. Há momentos em que o leitor fica indignado com suas birras e chiliques, e outros em que a ingenuidade e ternura do menino nos fazem lembrar que apesar de tudo, ele é apenas uma criança com dificuldades de se relacionar com os outros. É impossível ler o livro e não criar uma forte relação de empatia com Burt, enquanto ele narra seus dias e nos traz de volta às lembranças de quando nós mesmos éramos apenas crianças. 



Essa obra-prima de Howard Buten consegue ser emocionalmente intensa sem beirar o melodrama, e desperta dentro de cada leitor um sentimentalismo voraz, mas saudável. Os conflitos que surgem entre a visão infantil e a visão adulta de mundo acabam nos trazendo uma ótica nova das coisas, e com sorte, cada leitor que fizer essa leitura de coração aberto encontrará um pouco mais de entendimento e amor pelo próximo. Burt representa nossos medos e aspirações. Os vícios e as virtudes humanas foram muito bem representados na forma deste pequeno rapaz de oito anos, e eu convido você, que lê essa resenha, a dar uma chance à história dele e voltar um pouco à mais profunda pureza e intensidade que as crianças têm!



Resenha: Panelaterapia - receitas para fazer da cozinha o seu divã (★★★★★)


Bom dia, pessoal!

Nesse dia de feriado nacional, preparei uma resenha que é diferente de tudo o que vocês já viram por aqui... É a primeira resenha de livro de receita aqui do blog!

Título:  Panelaterapia - receitas para fazer da cozinha o seu divã
Autor: Tatiana Romano
Editora: Belas Letras
Páginas: 133
Classificação: (★★★)


O  livro foi recebido em parceria com a editora Belas-Letras e logo de cara me chamou atenção por causa da sua proposta diferenciada: a cozinha vira uma espécie de divã de psicólogo. Como assim, Natasha? Sim, isso mesmo! As receitas são divididas em 4 categorias: raiva, tristeza, medo e alegria. São receitas pra você fazer quando estiver com um desses sentimentos mais aflorados.



Já no início do livro a autora nos conta um pouco melhor da sua trajetória e de como esse livro surgiu. A Tatiana é forma em psicologia e sempre teve uma vida SUPER corrida. Quando conseguiu ter um dia livre, o domingo, ela aproveitava pra fazer algumas tarefas de casa pela manhã e, durante à tarde, se dedicava à culinária.

Conforme a vida foi seguindo e tomando o seu rumo, o blog surgiu e começou a tomar cada vez um espaço maior na vida dela. Foi no meio de tudo isso, refletindo sobre as emoções que a cozinha consegue lhe causar, que surgiu a proposta desse livro. A autora também deixa claro que a classificação escolhida foi feita muito mais pelo feeling de cozinheira do que por técnicas e conceitos colunários.

Agora que já está tudo devidamente explicado, vamos conhecer um pouco mais sobre as receitas que o livro nos apresenta!



Como eu não sou a maior expert na culinária - muito menos com técnicas e coisas clássicas -, vou comentar de forma bem direta sobre cada parte.

No inicio de cada parte do livro, encontramos um texto sobre aquele determinado sentimento, explicando melhor cada um deles, dando exemplos e explicando melhor qual é a proposta com aquelas receitas.

Raiva:

o objetivo nessa parte foi juntar algumas receitas que possuem um movimento repetitivo que, de acordo com a autora, é perfeito para proporcionar momentos de reflexão quando se está com essa emoção. Achei que tudo casou muito bem, principalmente porque sovar um pão ou mexer loucamente uma polenta também da uma aliviada na alma hehe

A maioria das receitas dessa parte são salgados, como por exemplo diversos tipos de risoto, pão de calabresa, polenta cremosa com molho de frango, entre outros.



Tristeza:

Um dos critérios utilizados nessa seleção é levantar o astral. Na maioria das vezes, quando esse sentimento bate, perdemos até a vontade de comer e de principalmente preparar algo. Então são receitas que também possuem uma preparação divertida e contém ingredientes que melhoram a instabilidade emocional.

Como já deveríamos prever, a maior parte dessa seleção é doce. Encontramos mousse, bolo, tortas, cookies e até algumas bebidas (refrigerante caseiro de gengibre e dois sucos), entre outros.

Medo:

Esse capítulo nasce mais como um desafio. Na introdução a autora nos fala um pouco sobre alguns medos até na culinária, como por exemplo o medo de que uma panela de pressão exploda ou de um pudim desmoronar quando for desformado - e ela acertou em cheio, medos bem comuns, não é mesmo?! Então encontramos receitas mais desafiadoras que estão aí para que nós nos superemos.

As receitas apresentadas são mais diferenciadas, como por exemplo um pudim de milho verde, costelinha de porco com laranja e mel, pudim light de laranjo e até um ovo "frito"sem óleo.

Alegria:

Essa seleção nos trazem receitas separadas para os pequenos momentos, como a autora dá de exemplo, um almoço de domingo, um drink no fim do dia ou um jantar romântico. Pequenas coisas que fazem a vida valer à pena!

Algumas receitas apresentadas: massa de pizza fácil, batatas picantes, bolinho de canela e pudim de leite condensado.


Todas as receitas foram ilustradas com foto. Recomendo esse livro pra quem tem interesse em culinária, ele traz uma proposta bem diferente e com receitas ótimas e gostosas. Além de ter algumas super fáceis e outras mais complexas. Acredito que ele abrange um grande número de cozinheiras, desde as mais iniciantes até as que já estão há algum tempo no ramo! 



A edição está super maravilhosa, como sempre, a editora caprichou muito no resultado final. É capa dura e no final temos um espaço de anotação para cada uma das 4 partes do livro :)


Quem aí já conhecia o blog panelaterapia ou já ouviu falar do livro? Vocês costumam cozinhar??

Espero que tenham gostado
XOXO


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Resenha: Diário de uma Missão (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem??

A resenha do livro de hoje tem um tom diferente de todas as que já vimos por aqui

Título: Diário de uma Missão
Autor: Anelise Rodrigues
Editora: Inverso
Classificação: (★★★)


Conheci o livro através do lançamento que teve aqui em Curitiba - minha cidade - pelo convite da própria editora, InVerso, que é parceira aqui do blog. Admito que me interessei muito pela proposta por se tratar de uma missionária. Todos sabemos que existe esse tipo de atividade vinculada à igrejas, mas muito raramente temos um conhecimento mais aprofundado sobre as dificuldades que alguém, que se dispõe a embarcar nessa aventura, passa.


A leitura começou com bastante descrição e eu demorei um pouco para embarcar no livro. Mas assim que isso aconteceu, era quase impossível parar de passar as páginas. A autora inicia a obra desde a saída da sua cidade, passando pelo embarque ao local desconhecido, todas as aventuras vividas lá e, finalizando, com o retorno à cidade. Conseguimos ver o amor na atitude de cada um e também através da forma como a autora relata tudo à nós.

Em poucas palavras, disse que o êxito no campo depende primeiramente da maneira com que o missionário se posiciona diante das pessoas: se em superioridade ou igualdade.

Acompanhamos a saída e chegada a cada uma das cidades e dos povoados. O livro é narrado em primeira pessoa e é por ordem cronológica, como um verdadeiro diário. O que nos dá um sentimento de proximidade da história.


Nos deparamos com uma realidade totalmente diferente da nossa e acaba nos dando um real choque de realidade. Vemos a desigualdade social, a humildade das pessoas, receptividade, amor e como têm pessoas que realmente se doam pela causa dos menos favorecidos - não só os missionários, mas também diversos outros "personagens" que cruzaram a história. Como mencionei no inicio, encontramos diversas dificuldades que foram encontradas no trajeto - abrir mão de alguns luxos, problemas no caminho, diferença de cardápio, etc - não dá pra desenvolver muito sobre essas "surpresas" justamente por ser essa a graça do livro. Cada virada de páginas conseguimos nos surpreender com uma atitude, um acontecimento ou uma história.

Isto porque, para o missionário, a missão, mais do que um ofício, é uma razão de viver.

O livro não possui nenhuma denominação realmente explicita - um ponto muito positivo. No decorrer de toda a leitura, vemos um grande respeito por todos e por suas respectivas crenças. Além de ser repleto de versículos que ilustram toda a viagem e caminhada do grupo. A arte está linda! Super caprichada, repleto de fotografia, com capítulos rápidos e envolventes.

Recomendo para todos que têm interesse em saber mais sobre essa área, para as pessoas que gostam de viajar e também - obviamente - para os cristãos ♥ é um livro maravilhoso e cheio de mensagens. Nos faz refletir e observar melhor a nossa conduta perante à vida e aos outros.



Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Resenha: Precisava de Você (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem?!

Hoje tem uma resenha de um livro super gostoso de se ler da Belas Letras!

Quem viu o vídeo que eu postei no canal sobre a maratona literária pretendida para as férias, viu que um dos livros é "Precisava de Você", e é justamente sobre ele que vamos falar hoje!

Título: Precisava de Você
Autor: Pedro Guerra
Editora: Belas Letras
Páginas: 224
Classificação: (★★★)


Acho que a melhor maneira de se livrar de alguma coisa (neste caso, de alguém) é colocando pra fora. Então é isso que eu vou fazer. Eu vou te "exorcizar" de mim.

Eu nunca comecei uma resenha com uma frase do livro, mas essa que foi mencionada sintetiza bem a base do enredo. Lola Tavares teve uma recente "desilusão amorosa" e, pra sair desse beco quase sem saída conhecido por: nossos sentimentos criados, ela resolve jogar tudo pra fora nesse livro, todos os encontros, sentimentos e ilusões.



Lolita já está na faculdade e é um pouco diferente das garotas comuns, ela entra nas brincadeiras de quem come mais, não liga pra algumas coisas, não é tão preocupada com aparência e nunca realmente amou alguém. Certo dia ela se apaixona esperando o seu ônibus: o garoto do outro lado da rua era perfeito (quem nunca achou crushs no meio da rua e em busões?!). Consciente de que ela nunca iria encontra-lo novamente e sem ter até o nome, a única coisa que ela consegue fazer é compartilhar o quão perfeito ele era com o seu melhor amigo gay - personagem também muito presente na história.

Ninguém quer quebrar a cara no amor, Lolita... Mas todo mundo tem um coração pronto para ser quebrado alguma vez na vida...

Eis que a vida vem pra surpreender e Lola acaba cruzando com o menino novamente: ele era namorado de uma amiga. Depois de o casal terminar, Lola Tavares e Gabriel Vegas começam a sair. Mesmo TODOS avisando para ela tomar cuidado com o tipo de garoto que ele é - um badboy em pessoa - ele acaba se revelando de forma diferente para Lola, que acaba indo cada vez mais fundo no relacionamento, mas, claro, sempre com um pouco de dúvida.

É engraçado como o amor pode nos destruir de todos os jeitos.



E essa dúvida sobre o caráter do Gabriel é passada para nós, leitores. Fiquei o livro inteiro oscilando em "Lola, sai dai" e em "pode ir fundo, shippei".

Como a própria sinopse do livro já revela (e a frase que eu coloquei no início da resenha, também), é mais um "desromance", então já temos uma ideia de como vai acabar. Mas isso também é um ponto positivo do livro: além de o autor ter conduzido tudo de tal forma que foi super divertido acompanhar os encontros e desencontros, dramas e realidade da vida da Lola, o final foi muito bem elaborado. Você vai lendo e fica com um "ah não" de surpresa estampado na sua cara - realmente não posso falar mais sobre, pra não soltar spoilers hehe.

E aquilo foi tão divertido. Quer dizer, têm coisas que só um amor adolescente babaca pode te proporcionar é aquela era uma delas.



Os personagens são construídos de tal forma que eles são quase que palpáveis de tão reais. O livro é descontraído, leve e bem real - uma história que eu ou você poderíamos ter escrito, afinal, quase todo mundo já teve um Gabriel Vegas em sua vida. O livro é narrado em primeira pessoa, como se fosse uma espécie de diário da Lola, o que deixa tudo ainda mais cativante e a edição é simplesmente maravilhosa - cheio de desenhos e formas de letras diferentes que realmente conseguem passar tudo o que a garota estava sentindo naquele momento que escreveu aquele trecho.


PS: a minha edição é a vermelha, mas também têm diversas outras, principalmente algumas comemorativas.

O amor cansa, cansa muito. Física e psicologicamente. A falta dele mais ainda.

Confira a música "Metáfora" composta pelo autor e cantada pela Rhaysa Santos para representar a protagonista do livro:


Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Maratona Literária 2017 - Julho: Início

Olá, pessoal, tudo bem?

Quem me acompanha pelo canal viu que eu postei um vídeo já no início das minhas férias sobre os livros que eu pretendo ler durante esse mês! (Sim, finalmente um mês inteiro de férias)

O post atrasou um pouquinho já estamos na metade, mas o que importa é que está aqui pra você ver e acompanhar as resenha que eu vou liberando durante os próximos dias ♥

E se você ainda não é inscrito/a no canal, não se esqueça de fazer isso pra ficar por dentro de todas as novidades! Tem um link aqui e também a opção de inscrever-se na barra lateral direita :)

Vamos conferir o vídeo?!


Espero te ver mais aqui no blog e lá no canal ♥
XOXO

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Obrigada

Mesmo as coisas não tendo dado certo, eu queria te agradecer. Agradecer por ter me servido tantas e tantas vezes de inspiração para textos bobos, agradecer pelos sorrisos que você me proporcionou e pela leveza que você trazia ao meu dia e à minha rotina. Agradecer pelos abraços, conselhos, ajudas e palavras. 



Você pode achar estranho agora, e eu também, mas eu queria agradecer pelo vazio que você me deixou e pelas lágrimas que você arrancou. Tudo isso me fez amadurecer. Claro que tudo isso também me trouxe dias e momentos de tristeza em que eu só queria correr pra um abraço seu e fingir que tudo isso não passou de um terrível pesadelo. Mas é preciso de momentos assim para vermos o que estamos fazendo de errado. Para gente aprender a se valorizar e a crescer. Para descobrir o que realmente queremos e onde pretendemos chegar. Obrigada por ter me feito pensar durante tanto tempo. Por ter me feito pensar sobre você, sobre nós, mas, principalmente, sobre mim. Obrigada por ter dado a oportunidade de eu me redescobrir a cada lágrima e de me procurar em cada sorriso - aqueles que eu achava que só tinha você.

Obrigada pelos dias tristes e pelos dias felizes, pelos sorrisos e pelas lágrimas!

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Resenha: Quando eu era Invisível (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem??

Hoje temos resenha de um livro que eu recebi da Astral Cultural ♥ foi um dos lançamentos desse ano e devo dizer que ele é simplesmente maravilhoso! Vamos conhecer um pouquinho mais da história??

Já peço desculpas pelo tamanho da resenha, mas esse é realmente um livro cheio de conteúdo e foi inevitável.

Ele é um dos livros que eu me propus a ler na maratona de férias, se quiser conferir, clica aqui!

 Título: Quando eu era Invisível

Autor: Martin Pistorius
Editora: Astral Cultural
Páginas: 272
Classificação: (★★★)


Quem nos conta a história é Martin (sim, o personagem e real autor do livro), já com 25 anos ele se encontra literalmente como observador passivo. Tudo acontece ao seu redor, ele observa o dia-a-dia das enfermeiras da clinica onde passa parte dos dias, escuta as suas confidências mais secretas faladas para o "nada", é quem recebe o cuidado de todas elas - algumas mais grosseiras e poucas que realmente o fazem com amor -, observa a comunhão de sua família quando chega em casa a noite, se diverte com seu pai levando-o pra casa ouvindo rádio e recebe a maioria do tratamento por olhares que veem além dele. Quase ninguém acredita que tem uma mente pensante por trás daquele ser aparentemente em estado vegetativo.



Pesado tudo isso o que eu falei até agora? Sim! O livro conta um pouco da sua história: Até os 12 anos o garoto fora uma criança normal: muito feliz e viciada em legos. Até que uma doença degenerativa apareceu e levou tudo o que ele tinha e o filho que os pais tanto amavam. O garoto perdeu os movimentos e a consciência. Porém, durante o tratamento, ele foi recuperando aos poucos a consciência, no início ele lutava pra que o percebessem, pra que não o tratassem como mero objeto. Tentava fazer movimentos, mas todos os seus membros não respondiam aos seus comandos como deveriam e simples abaixadas lentas de cabeça eram consideradas como movimentos involuntários que pessoas nesse estado tinham constantemente.

E foi só naquele momento, aí sentir os braços de meu pai me segurando de pé e a sua força me mantendo firme, que percebi que o seu amor era forte o suficientemente para me proteger de um oceano


Depois de 6 anos tentando lutar para ser visto, ele aceitou o seu papel de observador e aprendeu a ser prisioneiro do seu próprio corpo da melhor forma possível. Acompanhamos diversos de seus pensamentos, como por exemplo um relógio passando, e assim entendemos tudo o que se passa na cabeça do protagonista e como que ele vê o mundo. Durante esses pensamentos, somos apresentados à algumas histórias antigas e conhecemos um pouco mais da sua família e de seu cotidiano.



Tudo começa a mudar quando Virna aparece. Ela é uma das mulher que cuida dele, mas, diferente das outras, Virna acredita que de alguma forma alguma coisa dentro de Martin é diferente dos demais pacientes da clinica. Ela vê alguém naquele corpo praticamente inútil, é a primeira a ter fé. Depois de convencer a família de fazer uma série de testes, eles realmente afirmam que sim, ele é diferente!

A sua fé em mim é tão forte que preciso retribuir

Já se passando um ano depois do teste feito, um software chega pra mudar a sua vida. Martin e sua mãe passam dias adicionando palavras em seu vocabulário virtual no computador. O garoto aprende de tal forma que começa a quase já fazer sozinho. Aprende a lidar com seu computador e aos poucos começa a ter um pouco de controle sobre a mão direita, o que lhe ajuda.



Depois desse meio de comunicação, vemos um salto enorme na vida dele. Por ser um caso raro, começa a participar de vários congressos médicos e depois de alguma luta, consegue o seu primeiro emprego! E logo depois mais outro. Quando vemos ele já está trabalhando na antiga clinica ajudando com a manutenção dos computadores, trabalhando no campo que foi tratado e assim por diante. A partir desse momento vemos que houve um grande salto e que até as preocupações e limitações dele começam a mudar: antes ele só observava o amor, agora ele deseja um; antes ele desejava um meio de se comunicar, agora ele anseia por diferenças de intonações e espaçamentos que definam a fala.

Por mais que eu tente não me preocupar, acho quase impossível aceitar que o meu desejo de amor que arde tão fortemente dentro de mim nunca será retribuído



Com noção das suas dificuldades e deficiências, ele começa a aceitar que nunca terá o tão desejado amor em sua vida, afinal, já se declarou algumas vezes e não foi correspondido. Eis que um dia estava conversando por skype com sua irmã e duas amigas dela, que ele se apaixona. Podemos dizer que não foi um amor de mão única, mas, além da distância nesse possível relacionamento, encontramos toda a dependência do Martin para viver e familiares e amigos que ficam desconfiados - além de olhares tortos que eles com certeza sempre receberão.

Afinal, o amor é outra forma de fé. Eu sei que o nosso é real e tenho plena fé nele.



Esse é o enredo base, o autor, e próprio personagem, conduziu tudo de forma maravilhosa! Tenho certeza que foi um livro que já inspirou milhares de pessoas, assim como me inspirou. Muitas vezes reclamamos por tão pouco e fazemos das nossas barreiras tão grandes quando elas nem se comparam com 1/3 das enfrentadas por Martin. Conforme o livro vai avançando, ele revela algumas das coisas que ele já sofreu nas diversas clinicas: ser obrigado a comer comida pelando, horrível e rápido, quando ele preferiria até ficar sem comer, mas nunca conseguir externar isso. Pegadas muito fortes, olhares vazios e até abusos. E, realmente por tudo o que ele passou, é exemplar o comportamento, visão de vida e vontade de continuar vivendo.

É a fé dela em mim que me diz que estou certo em arriscar tudo por esse amor

Além disso, também observamos o lado mais profundo da família. Como a mãe sofreu com o acontecido, como ela foi aos poucos desistindo de ter fé e como ela se arrepende de diversas atitudes quando Martin "reaparece" para a família.



Enfim, é um livro extremamente recomendado, com lindas lições. O único porém foi que o final se desenvolveu rápido demais, eu queria saber o dia seguinte, e já se passava seis meses. Mas é compreensível, pois o livro ficaria muito longo, então creio que essa foi a melhor medida adotada mesmo. É um livro cativante, emocionante e realmente comovente! Vale a pena ♥

Nenhum de nós sabe o que consegue aguentar até que nos seja pedido

Se cada um tivesse a metade do amor e da vontade de viver que Martin tem, o mundo realmente seria um local muito melhor

Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Resenha: Boneco de Pano (✮✮✮✮)


 Olá, leitores!

Título: Boneco de Pano
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Classificação: (★)


Boneco de Pano é, sem dúvidas, uma obra promissora do autor recém-lançado no mercado editorial, Daniel Cole. Existe uma poderosa mitologia por trás das obras policiais britânicas, consideradas, de modo geral, como de altíssima qualidade. Autores como Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e Gilbert Keith Chesterton são apenas alguns exemplos a citar, e o grande questionamento da mídia, com relação ao livro que intitula essa resenha, é: será que Daniel Cole será capaz de adentrar o hall da fama dos autores britânicos? Seu título, Boneco de Pano, apresenta logo no início um assassinato bizarro: um corpo à la Frankenstein, composto pelas partes de outros seis corpos mutilados, é descoberto pela polícia, repousando como uma marionete logo em frente ao apartamento do protagonista da narrativa, o detetive William Fawkes (também conhecido como Wolf). Pouco depois da descoberta do monstruoso cadáver, o assassino lança um desafio à polícia: uma lista com o nome de suas próximas seis vítimas, cada uma com data de morte marcada, é enviada para a ex-mulher de William, sendo a última vítima... ele próprio. Logo, a trama gira em torno da corrida contra o tempo de Wolf e seus companheiros de Departamento para salvar as futuras e declaradas vítimas, enquanto precisam identificar as vítimas que compuseram o cadáver híbrido já encontrado e tentam ao mesmo tempo identificar o assassino. Não é uma trama simplória, mas será ela capaz de dar a Cole o título de mais novo autor “cult” da Inglaterra? Difícil dizer.


A leitura do livro é bastante fluida. O autor não se utiliza de muitos floreios de linguagem e opta por descrever cenários e cenas com um detalhamento sucinto, mas funcional. Percebe-se também uma diferença digna de nota entre a estrutura deste título e de outros títulos do gênero: enquanto nos outros a investigação é conduzida sumariamente por um único detetive (eventualmente acompanhado por um assistente), aqui a investigação se desenrola em diferentes níveis, com a participação constante de outros personagens, além de Wolf. Fica evidente desde o início da leitura o dinamismo que isso traz à narrativa. É notória também a presença de um humor negro sutil e sem muitos filtros, ao longo das cenas. Algo tipicamente inglês por si só. O uso desse humor, contudo, não destoa do tom da trama, pelo contrário: condiz totalmente com a atmosfera ligeiramente mórbida, hostil e irônica da história.

“- [...] E pode ir se preparando: depois que vocês dois entrarem naquela Sala de Interrogatórios, não têm hora para saírem de lá.- Nem mesmo uma estimativa?- Vão precisar esperar até que tenhamos absoluta certeza de que o prefeito não está correndo nenhum tipo de risco.- Fique tranquilo, levo um balde para você – disse o arrogante detetive Saunders, achando muita graça na própria piada.- Na realidade eu estava mais preocupado com o almoço – afirmou Wolf. ”

As jogadas que o autor usa para desenvolver o mistério ao longo da leitura são bastante inteligentes. Cole consegue, na medida do possível, guardar a solução do caso para o final da trama, muito embora algum leitor mais empenhado e atento possa vir a desconfiar do possível desfecho. As personagens também são razoavelmente bem desenvolvidas. Contudo, existe uma certa limitação nesse quesito, tendo em vista, por exemplo, a linguagem totalmente em terceira pessoa adotada para servir à narrativa. Não vamos muito a fundo nos pensamentos e motivações das personagens. Ainda assim, o autor consegue contornar esse empecilho com alguma desenvoltura. As personagens também são suficientemente carismáticas para que esse detalhe acabe passando batido. Cada ser que compõe a trama é bastante único, e facilmente diferenciado dos demais. Suas tramas paralelas também servem como aperitivo e fio condutor do mistério, direta ou indiretamente.

“[...] Ao passar por baixo do cordão de isolamento, olhou de relance para a estátua da deusa da Justiça que observava a tudo do alto do prédio, depois levantou o capuz do casaco e se jogou no mar de guarda-chuvas pretos, atropelado por uns e atropelando outros, indiferente à irritação de todos.Nenhuma daquelas pessoas fazia ideia do monstro que passava por elas: um lobo em pele de cordeiro.”
O problema principal acaba sendo o final. O desfecho e sua explicação acabam ficando um pouco inconsistentes ao olhar do leitor. O antagonista é construído com extrema astúcia do autor ao longo do livro, cometendo crimes e mais crimes de forma genial e ardilosa. Entretanto, a forma como seu desenvolvimento é conduzido na parte final da trama deixa a desejar. O conflito derradeiro acaba soando como uma solução um pouco forçada e conveniente demais. A impressão que se passa é que a editora obrigou o autor a cortar páginas da edição final do livro e ele precisou encurtar o fechamento do mesmo.


A despeito dos eventuais deslizes cometidos por Cole, entretanto, é inegável que a trama é realmente cativante e prende o leitor em pelo menos 80% do tempo. Concebido originalmente como um protótipo de seriado de TV, o enredo é bem pensado e planejado, e mesmo que deixe a desejar em determinados pontos, não parece deixar pontas soltas, apesar dos rumores (apenas rumores e nada mais) de uma possível continuidade da saga de Wolf em possíveis livros futuros. O que também não seria nenhuma surpresa: vindo da Inglaterra, uma nova saga de um detetive não passa do cumprimento de uma tradição. E ainda que o livro não tenha obtido, a princípio, o êxito máximo a que sua execução se propunha, continuações certamente seriam muito bem-vindas, por todo o potencial que Boneco de Pano apresenta e aproveita bem na maior parte do tempo!

Por: Isaac Duarte 

Leituras de 2017 até Junho

Olá leitores, tudo bem??

A gente sempre estabelece mestas e mais metas, certo? Justamente por isso eu resolvi compartilhar o andamento das minhas leituras do ano até o mês de Junho. A meta anual é ler cerca de 52 livros, um por semana.



Foram 13 livros lidos (vamos ter que correr nas férias hehe), que dá um saldo de 2 por mês - e mais um.

Outros livros resenhados:
Coloquei um coração ao lado dos que eu mais gostei, assim já fica de dica pra quem ainda não conferiu a resenha deles :)

E vocês, quantos livros já leram até agora?? 
Estão muito longe da meta estabelecida?


XOXO

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Resenha: O Sol também é uma Estrela (★★★★)


Olá leitores, tudo bem??

Hoje tem resenha de um dos melhores livros lidos em 2017 (já já vocês entenderão o porquê de ele não ter ganhado nota máxima). Vamos lá?!

Título: O Sol também é uma Estrela
Autor: Nicola Yoon
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: (★)


A protagonista desse livro é a Natasha (sim, meu nome), uma garota que ama ciência, é extremamente racional e só acredita em coisas comprovadas. Sua família é de origem Jamaicana e estão morando ilegalmente nos EUA. Desembocaram no país por causa de um sonho do pai da protagonista: ser ator. E, justamente por conta deste mesmo sonho, eles terão que abandonar o país - após a sua primeira peça, depois de muitos anos tentando a carreira sem sucesso, ele foi pego dirigindo embriagado e descobriram a ilegalidade da família.

E a rejeição não era uma coisa fácil. Para ser ator é necessário criar uma casca, mas a de Samuel nunca era grossa o bastante. A rejeição parecia lixa. E sua pele foi se desgastando sob o ataque constante. Depois de um tempo, Samuel não sabia direito o que duraria mais: ele mesmo ou seus sonhos.

Natasha culpa o pai por ter que deixar a sua cidade amada e acredita que não deve levar a culpa por causa dos erros dos outros. Afinal, mudar de cidade no ensino médio é complicado! Ela vê uma barreira enorme quando pensa em deixar seus amigos, sua escola, formatura e o futuro em uma boa faculdade. Por isso, resolve procurar alguém que possa ajuda-la a modificar o parecer do juiz.

Às vezes o mundo da gente balança com tanta força que é difícil imaginar que quem está ao redor não perceba também.


Outro personagem que ganha destaque no livro é o Daniel, que é totalmente o oposto de Natasha: é completamente emocional, almeja seguir os seus sonhos, quer ser poeta, é coreano e está sendo "obrigado" pelos pais a fazer audição para medicina na Yale.

É justamente no dia em que Natasha sai em busca de algum milagre - apesar de não acreditar realmente neles - pra permanecer nos EUA e Daniel vai fazer uma entrevista com um ex-estudante de Yale que a vida deles se cruzam.


No decorrer da leitura observamos como os acontecimentos e as atitudes influenciam a nossa vida, mas também a vida das pessoas que estão ao nosso redor. Uma série de fatos desembocam em um cruzamento dessas duas pessoas, e alguns outros fazem com que ele tenha a oportunidade de convidar a garota para um café. Ela, claramente não gostando muito da ideia, pondera pois é o mínimo que ela poderia fazer após o Daniel ter, literalmente, salvado a sua vida - Natasha quase fora atropelada.

O problema de se apaixonar, de cair de quatro, é que a gente não tem o controle da queda.

Durante a conversa observamos claramente a divergência de pensamentos dos dois: racional x emocional, cético x acredita no destino, etc. Assunto vai, assunto vem e a conversa desemboca em um tópico pertinente: apaixonar-se. Natasha acredita que tudo é questão de reações químicas e realmente só acredita na ciência. Daniel acha um estudo comprovado que diz que se você fizer determinadas perguntas à uma pessoa e se olharem por determinado tempo, é comprovado que se apaixonarão. E o jogo começa! Natasha não acredita, mas Daniel é insistente.

Não é possível convencer alguém a amar a gente.


Esse é o enredo do livro. Não parece ser muita coisa, mas apesar de aparentar ser maio raso, ele lida muito bem com todo o "recheio". Conhecemos a relação do pai de Natasha com a família e entendemos o lado de ambos, principalmente o motivo da protagonista nutrir um certo rancor pelo pai, a relação do Daniel com seu irmão mais velho também é bem explorada, os personagens secundários são muito bem delineados e, justamente por isso, conseguimos acompanhar - pelo menos parte - da vida da família de ambos, de um segurança que aparece no decorrer da história, uma secretária, uma segurança, um advogado, dentre outros. 


Como já foi mencionado, é um livro que aborda as consequências dos atos, o destino, o dominó de acontecimentos, relações familiares, amorosas, preconceito, o "medo" da pobreza, modelos estabelecidos e diversos outros tópicos.

Achei o livro simplesmente maravilhoso! É narrado principalmente por Natasha e Daniel, em capítulos alternados, podemos assim ver ambos os pontos de vistas. Mas volte e meia encontramos capítulos com outros narrados ou até sobre algo específico (ilustrado nas fotos do post). A linguagem é super acessível, contemporânea, fluída e cativante. Mas, depois de tantos elogios, preciso explicar pela nota 4/5... O motivo foi o final. O livro tinha TUDO e mais um pouco pra ser o melhor de 2017, mas eis que o final ataca e tira esse posto - infelizmente tenho que parar aqui pra não soltar nenhum spoiler. 


Apesar disso, eu recomendo, sim, pra todos que puderem ler. É um livro que provoca diversas reflexões, é bem rápido, rende ótimos ensinamentos e super vale a pena! E também tem grandes chances de você, leitor, gostar do final que não me cativou.


Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos.
Um último adento sobre a minha experiência em ler um livro com uma protagonista com o meu nome: demorei pra me acostumar e é ainda mais inevitável a gente acabar reparando mais com o que nos identificamos ou não. Tinha vontade de sair falando pra todo mundo "olha, está escrito 'Natasha', é o meu nome, sabia?" hehehe

Você já leu algum livro em que tinha uma personagem com o seu nome? Como foi a experiência?




Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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